O Custo do Discipulado é um tema essencial para aqueles que estão envolvidos no discipulado cristão, que, aliás, deve ser uma responsabilidade de todos, onde o foco não está apenas na mera convicção ou discurso, mas na prática diária de imitar Cristo. Este artigo, portanto, apresenta uma análise das principais ideias e temas abordados no livro “O Custo do Discipulado”, escrito pelo pastor Jonas Madureira.
A Dualidade do Discipulado
Jonas Madureira enfatiza que o termo “discipulado” possui dois sentidos interligados: o ato de seguir Jesus (imitar Cristo) e o ato de ajudar outros a seguir Jesus. Essa distinção é fundamental para entender a profundidade do discipulado. Ele usa a analogia da rosa e sua cor, ilustrando como o ato de seguir a Jesus (a cor) deve ser a base para o ato de ensinar outros a segui-Lo (a rosa).
“Há dois sentidos no discipulado: o discipulado como o ato de seguir Jesus e o discipulado como o ato de ajudar alguém a seguir Jesus”
O autor enfatiza que “o ato de ajudar alguém a seguir a Jesus pressupõe o ato de seguir a Jesus. Isso quer dizer que quem não segue Jesus não pode ajudar pessoas a seguirem Jesus.”
O Custo do Discipulado
O tema central é a ideia de que seguir a Jesus implica um custo, um preço a ser pago. Esse custo não é apenas material, mas envolve dimensões espirituais e existenciais. O autor explora o conceito de custo usando a analogia da aposta de Pascal e os exemplos de Jesus em Lucas 14.25-35. Ele identifica três componentes principais desse custo:
- Um certo tipo de amor: Amar a Jesus acima de tudo e todos, incluindo a família e a própria vida. “Se alguém vem a mim, e ama seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:26, citado nas fontes). O Amor a Cristo deve ser primazia; deve superar qualquer outro amor terreno. Esse amor é a base do discipulado e a força motivadora para seguir os passos de Cristo.
- Um certo tipo de sofrimento: Carregar a própria cruz, aceitando oposição e dificuldades por causa do evangelho. “Aquele que não carrega a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14.27). A Cruz é símbolo de sofrimento, porém, não apenas um símbolo de sofrimento, mas também de rejeição e humilhação. Aceitar carregar a cruz significa estar disposto a enfrentar oposição e dificuldades por causa do evangelho. Você está disposto(a)?
- Um certo tipo de desapego: Renunciar a tudo o que possui, colocando Jesus como prioridade absoluta. “Assim, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.33). O desapego não se limita a bens materiais, mas também a reputação, ambições e anseios pessoais. O discipulado exige uma entrega total a Jesus, colocando-o como centro da vida.
Portanto, o discipulado não é um passeio turístico. É necessário refletir sobre o custo que a ele pressupõe, como bem destacado pelo autor do livro. Ele destaca a importância de calcular o custo do discipulado antes de se comprometer com ele. A analogia do construtor e do rei em Lucas 14 ilustra que decisões importantes exigem reflexão e avaliação cuidadosa das implicações. Você está preparado(a) para esta imperativa responsabilidade? “Calcular o custo” significa tomar consciência das perdas e ganhos envolvidos na decisão de seguir a Jesus. Isso inclui o que se perde em termos materiais e relacionamentos e o que se ganha espiritualmente.
O Perigo do Anonimato e do Discipulado de Baixo Custo
Jonas Madureira critica o “cristianismo anônimo” e o “discipulado de baixo custo”, nos quais as pessoas seguem Jesus de forma superficial, sem compromisso e sem consciência do preço a ser pago. Ele caracteriza essas pessoas como parte de uma “massa cinzenta”, sem rosto ou identidade, que busca conforto no anonimato da multidão. “A grande multidão é o exemplo mais escandaloso de que é possível seguir Jesus sem compromisso, ou seja, sem levar em consideração o custo do discipulado” (p.24, versão e-Book). A verdadeira igreja não é uma multidão que apenas segue Jesus; do contrário, é a reunião de todos aqueles que seguem Jesus, contudo, não como querem, mas conforme Jesus quer.
A Imitação de Cristo (Imitatio Christi)
O autor defende que o discipulado é fundamentalmente uma imitação de Cristo. No entanto, ele adverte contra a redução do discipulado a um mero conjunto de padrões morais. A verdadeira imitação de Cristo envolve sinceridade e uma busca constante por se conformar à imagem de Cristo, não à própria imagem ou a uma imagem idealizada. “Discipulado como imitatio Christi…O custo de seguir não é o mesmo custo de ajudar a seguir. O custo de seguir é amor, sofrimento e desapego, mas o custo de ajudar é o próprio seguir. ” (p.40, versão e-Book). Enfim, o verdadeiro discipulado consiste na imitação verdadeira de Cristo, e essa imitação envolve sinceridade. A coragem no discipulado não é uma virtude natural, mas sim fruto do temor do Senhor. O temor a Deus supera o medo dos homens e produz coragem para testemunhar o Evangelho.
O Custo de Ensinar a Outros
O conteúdo do livro enfatiza que há um custo para aqueles que ensinam outros a seguir a Cristo, sendo este custo a própria vida de imitação de Cristo. Quem não segue a Jesus, não pode ensinar outros a seguí-Lo de forma eficaz. O ensino deve refletir o amor, o sofrimento e o desapego que o próprio discipulado exige. As evidências desse custo são:
- Fidelidade ao ensino;
- Coragem para falar;
- Obediência a Deus.
Ensinar pessoas a seguirem a Jesus exige ser um mestre que não apenas transmite conhecimento para a mente, mas também toca os afetos do coração. É alguém que observa cuidadosamente cada etapa do progresso espiritual de seus discípulos, reconhecendo que somente Jesus pode preparar e transformar verdadeiramente seus seguidores de maneira profunda.
Advertências Contra Falsos Discipulados
Jonas Madureira alerta sobre a importância de não se deixar levar por falsas representações de Cristo e por discipulados que visam apenas ao crescimento numérico ou à satisfação pessoal. Nesse processo, é importante que o discípulo esteja prevenido em relação a “bigodagem” do Evangelho da Hiper graça e a febre do marketing pessoal no discipulado, exortando sempre os aprendizes a buscarem o verdadeiro Cristo nas Escrituras. Você não foi chamado para fazer discípulo de suas ideias nem de especulações, pois, o discipulado não se reduz a ajudar pessoas a imitarem Cristo por meio de suposições de como ele agiria nos dias de hoje.
A Bíblia é a única fonte confiável para conhecer o verdadeiro Cristo e para seguir Seus ensinamentos. É preciso rejeitar as representações distorcidas e se apegar às Escrituras. A motivação para seguir a Cristo e para ensinar outros a fazê-lo não deve ser a busca de benefícios pessoais, mas a gratidão pela salvação e pela graça recebida.
Não há época mais propícia do que esta para perceber que o mundo, a todo momento, tenta te vender um “Cristo diferentão”; “paz e amor”. Por isso, é fundamental conhecer a Bíblia! Somente ela pode te levar ao verdadeiro Cristo. O que mais adoece a igreja em nossos dias é o sal sem sabor — sal sem essência, sem compromisso, que só tem aparência de sal, mas não é. Um sal que não salga, que não cumpre o propósito para o qual foi feito.
Conclusão
Em “O Custo do Discipulado”, Jonas Madureira desafia os cristãos a confrontarem suas motivações e a buscarem um discipulado autêntico, pautado na imitação de Cristo, na consciência do custo envolvido e na gratidão pela salvação. A mensagem central é que o verdadeiro discipulado não é um caminho fácil, mas uma jornada que exige entrega total, renúncia e compromisso com Jesus e com seu ensino. Opondo-se às armadilhas de um cristianismo superficial, incentive aqueles que estão sob seu discipulado a buscarem o verdadeiro Cristo revelado nas Escrituras e a viverem vidas que reflitam o caráter de Cristo em todos os aspectos. Portanto, o custo do discipulado é um compromisso sério com Cristo, que exige amor, sofrimento e desapego. A verdadeira imitação de Cristo é o que define a autenticidade do discipulado.
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- O custo do discipulado, a doutrina da imitação de Cristo: “O Custo do Discipulado” de Jonas Madureira explora os desafios espirituais e existenciais de seguir a Cristo. O texto aborda a verdadeira imitação de Jesus, o amor, sofrimento e desapego exigidos para um discipulado autêntico, além de alertar contra discipulados superficiais e de baixo custo.
- Inteligência Humilhada: Inteligência humilhada é fruto de uma cuidadosa reflexão sobre como se relacionam o conhecimento de Deus e os limites da razão humana. Além disso, é o resgate de uma tradição do pensamento cristão que sempre se recusou a reduzir o debate entre fé e razão nos termos do racionalismo ou do fideísmo. A finalidade do conceito de “inteligência humilhada” é despertar o interesse por uma razão que ora e uma fé que pensa.
- Discipulado: A obra de Bonhoeffer é essencial para aqueles que se perguntam “O que é o cristianismo?” ou “Quem é Cristo para nós hoje?”. Bonhoeffer critica a “graça barata”, que em vez de justificar o pecador, justifica o pecado. Ele denuncia a inversão do esforço dos reformadores, especialmente na doutrina da justificação pela fé, e afirma que essa graça é a inimiga da Igreja. Bonhoeffer defende uma vida de comunidade autêntica, onde o discipulado é um compromisso radical de obediência a Cristo, mesmo que isso implique a morte do discípulo.
- O Deus Pródigo: Em O Deus pródigo, Tim Keller usa sua capacidade intelectual marcante para desvendar a mensagem essencial de Jesus por trás de sua mais conhecida parábola, a do Filho Pródigo, resgatando o sentido da mensagem inesperada de esperança e salvação contida nessa história.

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