Mente Reformada

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mente Reformada

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

As Crônicas de Nárnia | O leão, a feiticeira e o guarda-roupa

Este artigo apresenta uma análise detalhada de As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, de C.S. Lewis. O livro narra as aventuras de quatro irmãos que, ao brincar numa casa antiga, descobrem um guarda-roupa mágico que os leva para Nárnia, um mundo mágico governado pela malévola Feiticeira Branca. Atravessar o guarda-roupa é apenas o começo de uma jornada que mudará tudo. As crianças enfrentam perigos, conhecem criaturas fantásticas como o Sr. Tumnus, e se envolvem em batalhas contra a Feiticeira, culminando num confronto épico e na restauração da primavera em Nárnia. A história destaca o triunfo do bem sobre o mal, e a importância da fé e da amizade. Finalmente, os irmãos retornam ao mundo real, tendo suas experiências transformadas em lembranças indeléveis.

“O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” é o primeiro livro publicado da série “As Crônicas de Nárnia”, porém, o segundo livro a ser lido na ordem cronológica na qual a história narrada se desenvolve. A obra narra a história dos irmãos Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, que, durante a Segunda Guerra Mundial, são enviados de Londres para o interior da Inglaterra, buscando refúgio dos bombardeios. Eles se instalam na casa do professor Kirke, um homem misterioso e acolhedor. 

A Descoberta de Nárnia

Explorando a vasta mansão do professor, os irmãos encontram diversos cômodos intrigantes. Durante uma brincadeira de esconde-esconde, Lúcia, a mais jovem, descobre um guarda-roupa que a transporta para Nárnia, uma terra mágica coberta por neve eterna. Lá, ela conhece o fauno Sr. Tumnus, que inicialmente planeja entregá-la à Feiticeira Branca, mas logo se arrepende e a ajuda a retornar ao mundo real. Mais tarde, todos os irmãos acabam entrando em Nárnia, primeiramente por acidente e, posteriormente, por vontade própria, ainda que nem todos acreditassem no início na existência do mundo mágico.

Quem é a Feiticeira Branca?

A Feiticeira Branca, também conhecida como Jadis, é a principal antagonista de Nárnia, representando o mal em sua forma mais fria e calculista. Ela lançou um feitiço sobre a terra, mantendo-a em um inverno perpétuo sem Natal, um símbolo de sua tirania e de seu desejo de eliminar toda a esperança e alegria de Nárnia. Seu governo é marcado pelo medo e pela opressão, e sua presença é temida por todos os habitantes do reino. O poder de Jadis é imenso e cruel: além de congelar Nárnia em neve e gelo eternos, ela possui a terrível habilidade de transformar seres vivos em pedra com um simples toque de sua varinha mágica, deixando seus inimigos imobilizados como estátuas no seu sombrio palácio.

Apesar de se autoproclamar rainha, Jadis não possui nenhum direito legítimo ao trono, sendo uma usurpadora que se aproveitou de sua magia para subjugar o reino e consolidar sua autoridade. Ela é descendente de gigantes e de Lilith, a primeira esposa de Adão segundo algumas tradições, o que a torna uma figura de origem híbrida e estranha, distanciada da humanidade e da bondade que caracteriza os verdadeiros líderes de Nárnia. Essa ascendência mística e sombria reforça sua natureza maligna, marcada pela frieza emocional e pela ambição desenfreada.

Jadis não apenas governa com tirania, mas também manipula e engana, utilizando suas promessas de poder e riqueza para corromper aqueles que poderiam ameaçar seu domínio, como acontece com Edmundo. Sua obsessão por controle a leva a perseguir implacavelmente os irmãos Pevensie, pois as antigas profecias dizem que quatro humanos vindos de outro mundo, guiados por Aslan, trarão a sua queda e restaurarão a paz e o equilíbrio em Nárnia. Essa luta entre Jadis e as forças do bem simboliza a eterna batalha entre a opressão e a liberdade, entre a escuridão e a luz.

O Sr. Tumnus e sua decisão corajosa

O Sr. Tumnus, um fauno gentil e hospitaleiro, é o primeiro personagem que Lúcia encontra em Nárnia, marcando o início de sua aventura no mundo mágico. Ele é descrito como uma figura amigável, com chifres curvados, pernas de cabra e uma personalidade calorosa, que imediatamente conquista a confiança de Lúcia. No entanto, Tumnus carrega um conflito interno: ele foi compelido a trabalhar como espião para a temida Feiticeira Branca, recebendo a missão de capturar qualquer humano que entrasse em Nárnia e entregá-lo à feiticeira. Este acordo foi imposto sob ameaça, demonstrando como a tirania da feiticeira corrompeu até mesmo os corações das criaturas mais bondosas de Nárnia.

Quando Tumnus encontra Lúcia, sua bondade e inocência o desarmam. Em vez de cumprir sua missão sombria, ele é tomado pelo remorso e decide ajudá-la, mesmo sabendo que isso o colocaria em grande perigo. Durante um chá acolhedor em sua caverna, Tumnus confessa sua lealdade forçada à feiticeira e explica o horror de seu reinado, incluindo o inverno eterno que assola a terra. Em um ato de coragem e arrependimento, ele escolhe proteger Lúcia, levando-a de volta ao guarda-roupa para que ela possa retornar ao mundo real em segurança.

A decisão de Tumnus de desobedecer à Feiticeira Branca não é sem consequências. Ele é capturado por seus espiões e acusado de traição, sendo preso em sua fortaleza, onde muitas outras criaturas também sofrem por resistir à opressão. Apesar de seu sofrimento, Tumnus se torna um símbolo de resistência e esperança para os habitantes de Nárnia. Sua bondade e sacrifício inspiram os irmãos Pevensie e os aliados de Aslan a lutarem contra a feiticeira, tornando-se um catalisador importante para a rebelião que culmina na libertação de Nárnia. 

A história de Tumnus destaca o poder transformador da bondade e do arrependimento, mostrando que até mesmo aqueles que caíram sob a influência do mal podem se redimir através de escolhas altruístas. Ele não apenas salva Lúcia, mas também desempenha um papel crucial na restauração da liberdade e da primavera em Nárnia, provando que pequenos atos de coragem podem ter um impacto imensurável.

A Traição de Edmundo e sua Redenção

Edmundo, o terceiro dos irmãos Pevensie, desempenha um papel complexo e profundamente humano na história. Ele é apresentado como um jovem impulsivo, cuja vulnerabilidade é explorada pela Feiticeira Branca. Logo após entrar em Nárnia, Edmundo encontra a feiticeira, que o seduz com um banquete de manjar turco encantado, uma iguaria mágica que provoca um desejo insaciável. Aproveitando-se da fraqueza e da insegurança do garoto, ela promete torná-lo príncipe e, eventualmente, rei de Nárnia, caso ele traga seus irmãos para o reino. Cegado pela ganância, pelo egoísmo e por uma rivalidade crescente com Pedro, seu irmão mais velho, Edmundo cede à tentação.

Ao retornar ao mundo real, ele guarda segredo sobre seu encontro com a feiticeira, alimentando uma crescente divisão entre ele e os outros irmãos. Quando todos finalmente entram em Nárnia, Edmundo continua agindo em segredo, revelando informações cruciais à feiticeira, incluindo a profecia sobre os quatro filhos de Adão e Eva que trariam o fim de seu reinado. Ele acredita que está garantindo um futuro de poder para si mesmo, mas logo descobre a verdadeira face da feiticeira e a natureza cruel de seu governo.

A traição de Edmundo não só coloca seus irmãos em perigo, mas também ameaça o futuro de Nárnia. No entanto, sua jornada não termina na corrupção. Quando é capturado pela feiticeira, ele começa a perceber a extensão de seu erro. Seu arrependimento é sincero, mas a redenção completa vem por meio do sacrifício de Aslan. O grande leão oferece sua vida para salvar Edmundo, substituindo-o como o “traidor” que deveria pagar com a morte. Este ato de amor sacrificial não apenas liberta Edmundo da condenação, mas também transforma seu caráter.

Após ser resgatado, Edmundo se torna uma pessoa completamente diferente. Ele demonstra coragem, lealdade e humildade, desempenhando um papel importante na batalha final contra a Feiticeira Branca. Sua trajetória reflete o poder transformador do amor, do perdão e do sacrifício. Edmundo deixa de ser o jovem egoísta e ganancioso para se tornar um dos grandes reis de Nárnia, lembrado como Edmundo, o Justo. Sua história destaca a possibilidade de redenção, mesmo para aqueles que cometeram os erros mais graves, e enfatiza que o verdadeiro poder está no arrependimento e na mudança de coração.

O Papel de Aslan e a Importância da Mesa de Pedra

Aslan, o majestoso leão e verdadeiro rei de Nárnia, é a personificação do bem, da justiça, da coragem e da esperança. Ele surge como uma figura messiânica, cuja presença inspira amor e reverência, mas também um temor santo, pois “não é um leão domado”. Aslan é o criador de Nárnia e o guardião de seu destino, sempre agindo para restaurar a harmonia no reino e proteger seus habitantes.

Sua liderança é marcada por compaixão e sacrifício. Quando Edmundo trai seus irmãos e se coloca à mercê da Feiticeira Branca, Aslan intervém, oferecendo sua própria vida em troca da do garoto. Esse sacrifício ocorre na Mesa de Pedra, um local sagrado em Nárnia, onde está inscrita a Lei Profunda que rege o mundo. A cena do sacrifício é profundamente simbólica, refletindo o amor incondicional e a misericórdia de Aslan. Ele se entrega sem resistência, suportando a humilhação e o sofrimento nas mãos da feiticeira e de suas criaturas malignas.

No entanto, a morte de Aslan não é o fim. Existe uma “magia mais profunda”, anterior à criação de Nárnia, que a Feiticeira Branca desconhece. Essa magia declara que, quando uma vítima inocente se sacrifica voluntariamente por um traidor, a morte é revertida. Assim, ao amanhecer, Aslan ressuscita, glorioso e triunfante, demonstrando que o poder do amor e da justiça é maior do que o da maldade e do desespero. Sua ressurreição não apenas liberta Edmundo do peso de sua traição, mas também renova a esperança em todos os narnianos.

Com sua volta, Aslan lidera as forças do bem na batalha final contra a Feiticeira Branca. Sua presença transforma o curso do conflito, trazendo coragem aos corações dos narnianos e espalhando pavor entre os exércitos da feiticeira. Ele derrota o mal não apenas com força, mas com justiça, restaurando a paz e a ordem em Nárnia.

Aslan é mais do que um líder ou um herói; ele é a essência de tudo o que é verdadeiro, bom e eterno. Sua história ecoa temas universais de redenção, sacrifício e vitória sobre o mal. Ele permanece como um símbolo de esperança para todos que encontram seu caminho para Nárnia, lembrando que, mesmo nas horas mais sombrias, há sempre uma luz mais forte pronta para triunfar.

A Grande Batalha e o Cumprimento da Profecia

A chegada de Aslan a Nárnia marca uma virada decisiva na luta contra as forças opressoras da Feiticeira Branca. Sua presença traz esperança aos narnianos, cuja resistência estava enfraquecida sob o inverno perpétuo e o domínio tirânico da feiticeira. Guiados por Aslan, os irmãos Pevensie assumem seus papéis como líderes no cumprimento da antiga profecia que prometia a libertação de Nárnia.

Preparados para a batalha, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia são acompanhados por um exército formado por criaturas leais a Aslan: centauros, faunos, gigantes amigáveis, castores, e outras figuras mágicas de Nárnia. Pedro, em particular, destaca-se como líder militar, comandando as forças narnianas na Grande Batalha contra o exército da Feiticeira Branca. Durante o confronto, Edmundo demonstra seu crescimento e redenção ao lutar bravamente e destruir a varinha mágica da feiticeira, enfraquecendo seu poder.

A batalha atinge seu clímax com a chegada de Aslan, que, ao lado de reforços libertados de sua prisão de pedra, enfrenta e derrota a Feiticeira Branca, encerrando seu reinado de terror. A vitória não apenas traz paz à Nárnia, mas também confirma o cumprimento da profecia: quatro humanos, dois filhos de Adão e duas filhas de Eva, assumiriam o trono em Cair Paravel para governar em sabedoria e justiça.

Após a coroação no Grande Salão de Cair Paravel, os irmãos Pevensie recebem seus títulos reais: Pedro torna-se o Rei Pedro, o Magnífico, conhecido por sua coragem e liderança; Susana é a Rainha Susana, a Gentil, apreciada por sua sabedoria e graciosidade; Edmundo, agora transformado, é o Rei Edmundo, o Justo, reconhecido por sua imparcialidade e humildade; e Lúcia é a Rainha Lúcia, a Destemida, amada por sua bondade e bravura. Juntos, eles inauguram uma era de prosperidade e alegria em Nárnia, lembrada como a Idade de Ouro.

Os anos passam, e os irmãos governam com justiça e amor, amadurecendo em sua responsabilidade e construindo um legado duradouro. Contudo, um dia, enquanto caçam o misterioso Cervo Branco, eles encontram o caminho de volta ao Lampião, onde sua jornada em Nárnia começou. Sem perceber, atravessam novamente o portal para o mundo real, retornando à forma de crianças, exatamente como eram quando entraram no guarda-roupa pela primeira vez. Embora o tempo em Nárnia tenha sido longo, no mundo real não se passou mais do que alguns momentos.

A experiência em Nárnia deixa marcas profundas nos irmãos Pevensie, moldando seus corações e suas perspectivas para sempre. Eles carregam consigo as lições aprendidas: coragem, redenção, amor e a importância de lutar pelo que é justo, mesmo diante das maiores adversidades.

O Retorno ao Mundo Real e a Continuidade da Jornada

Quando os irmãos Pevensie retornam ao mundo real, descobrem, com espanto, que nenhum tempo se passou desde que atravessaram o guarda-roupa. Apesar de terem vivido anos em Nárnia, governado como reis e rainhas, e experimentado eventos que marcaram suas vidas, o relógio em sua realidade permaneceu inalterado. Eles ainda estão na casa do professor, exatamente no momento em que haviam saído para explorar o misterioso guarda-roupa no quarto vazio.

Suas aventuras em Nárnia, repletas de batalhas, aprendizados e descobertas, tornam-se um segredo compartilhado apenas entre os quatro irmãos. Quando tentam explicar sua experiência, percebem que os adultos não seriam capazes de compreender ou acreditar na incrível jornada que viveram. No entanto, para sua surpresa, o professor Kirke, dono da casa e do guarda-roupa mágico, demonstra uma atitude diferente. Em vez de desconsiderar o relato dos jovens, ele os ouve com atenção e dá um sábio conselho: que não tentem procurar por Nárnia novamente, pois ela se revelará a eles no momento certo, de acordo com seu próprio tempo e propósito.

Essa breve conversa com o professor reforça a ideia de que a magia e os mistérios de Nárnia estão além da lógica comum e só podem ser acessados por aqueles destinados a encontrá-la. Assim, embora retornem à rotina cotidiana, os irmãos carregam consigo as memórias vivas de Nárnia e as lições profundas que aprenderam ali. Seus corações permanecem ligados à terra mágica, com a esperança de que, um dia, o caminho para Nárnia se abrirá novamente. Até lá, eles mantêm a promessa de guardar o segredo e viver com o impacto transformador de tudo o que experimentaram.

A Lição Principal do Livro

“O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” é uma narrativa profundamente simbólica e alegórica que carrega temas universais e atemporais, como sacrifício, perdão, redenção e a luta eterna entre o bem e o mal. Por meio da terra mágica de Nárnia, C.S. Lewis constrói um cenário onde valores morais e espirituais se entrelaçam com uma história cativante de coragem e transformação.

O sacrifício de Aslan na Mesa de Pedra é o ponto central da narrativa, representando a máxima expressão de amor altruísta e redentor. Esse ato não apenas salva Edmundo de sua traição e das consequências que ela acarretaria, mas também quebra o poder da Feiticeira Branca, libertando Nárnia do inverno eterno e restaurando a esperança. O simbolismo do sacrifício voluntário e da ressurreição de Aslan ecoa poderosamente o tema de que a verdadeira redenção só é possível através de um ato supremo de amor e graça.

Além disso, a história destaca o poder transformador do perdão. Edmundo, inicialmente motivado pela ganância e pelo egoísmo, encontra redenção não apenas por meio do sacrifício de Aslan, mas também pelo acolhimento amoroso de seus irmãos. Sua transformação em Rei Edmundo, o Justo, demonstra que mesmo aqueles que erram gravemente podem encontrar uma nova identidade ao serem alcançados pela graça e pela misericórdia.

Outro tema marcante é a confiança em forças maiores e invisíveis, simbolizadas por Aslan e pela antiga magia que governa Nárnia. Essa confiança inspira perseverança, mesmo diante de dificuldades aparentemente insuperáveis, como o domínio tirânico da Feiticeira Branca. A coragem e a união dos Pevensie, guiados por Aslan, exemplificam a força que surge da fé e da determinação em lutar pelo que é certo.

Por fim, o livro também celebra a ideia de que o bem triunfa sobre o mal, mas não sem luta e sacrifício. A batalha final, liderada por Pedro e Aslan, reforça a importância de resistir à tirania e manter a esperança viva, mesmo nos momentos mais sombrios.

Assim, “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” transcende sua aparência de conto infantil, apresentando uma rica tapeçaria de lições morais e espirituais. A obra convida os leitores a refletirem sobre o poder da fé, da bondade e do sacrifício, mostrando que a redenção e a justiça são possíveis para aqueles que escolhem o caminho do amor e da esperança.

Elenco de Personagens

  • Pedro Pevensie: O mais velho dos irmãos. Ele é corajoso, leal e justo. No começo da história, ele age como o líder do grupo por ser o mais velho e o que tenta manter a ordem, mas em Nárnia se torna o rei que leva seu povo à vitória.
  • Susana Pevensie: A segunda mais velha dos irmãos. Ela é racional, prática e mais cautelosa do que Pedro. Recebe de Papai Noel um arco e flechas, que usa para proteger seus irmãos e aliados.
  • Edmundo Pevensie: O terceiro irmão e o mais novo dos meninos. No início, é mal-humorado, egoísta e propenso a inveja. Ele cede ao fascínio da Feiticeira Branca por manjar turco e pela promessa de poder, traindo seus irmãos. No entanto, passa por uma transformação e se arrepende dos seus atos, voltando a ser leal aos seus irmãos e a Aslan.
  • Lúcia Pevensie: A mais nova dos irmãos. Ela é gentil, corajosa, curiosa e a primeira a descobrir Nárnia. Seu senso de aventura e fé a fazem confiar em seus sonhos e buscar o bem em Nárnia. É por ela que tudo começa no mundo mágico.
  • Professor: O dono da mansão onde os irmãos se hospedam. É um homem sábio e excêntrico que acredita nas histórias de Lúcia. Ele oferece um refúgio seguro e dá conselhos quando necessário.
  • Tumnus: Um fauno gentil e amigável que Lúcia conhece em Nárnia. Ele trabalha para a Feiticeira Branca, mas se arrepende e se torna aliado de Aslan, e ajuda as crianças a escapar.
  • Feiticeira Branca: Uma poderosa e cruel feiticeira que governa Nárnia com um inverno eterno. Ela é traiçoeira, fria e sedenta de poder, determinada a impedir que os filhos de Adão e Eva ocupem os tronos de Nárnia.
  • Aslan: O grande leão, o verdadeiro rei de Nárnia, uma figura majestosa, sábia e benevolente. Ele representa o bem e é a única força capaz de derrotar a Feiticeira Branca e restaurar a paz em Nárnia.
  • Senhor e Senhora Castor: Um casal de castores falantes que ajudam os irmãos Pevensie, dando informações importantes e os levando até Aslan. Eles são amigáveis, leais e protetores.
  • Papai Noel: Um personagem lendário que aparece para entregar presentes mágicos aos irmãos Pevensie, reconhecendo a mudança da natureza com o retorno do bom tempo a Nárnia.

Linha do Tempo

  • Chegada à Mansão do Professor: Os irmãos Pevensie – Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia – chegam à grande mansão de um professor idoso para escapar dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial.
  • Primeira Exploração da Casa: Os irmãos exploram a mansão, notando sua vastidão e muitos cômodos vazios. Encontram uma sala com armaduras, um salão de quadros e uma sala verde com harpa.
  • Descoberta do Guarda-Roupa Mágico: Lúcia encontra um guarda-roupa que a leva a um mundo nevado. Ela entra nesse guarda-roupa pela primeira vez.
  • Primeiro Encontro com o Fauno: Lúcia conhece o fauno Tumnus em Nárnia. Eles tomam chá e conversam, e ele conta sobre a Feiticeira Branca, que governa Nárnia com um inverno eterno.
  • O Segredo do Fauno: Tumnus confessa que trabalha para a Feiticeira Branca e que deveria sequestrar Lúcia. Ele se arrepende e ajuda Lúcia a retornar ao mundo real.
  • Retorno ao Guarda-Roupa: Lúcia retorna ao mundo real através do guarda-roupa, encontrando seus irmãos sem que aparentemente tenha passado muito tempo em seu mundo.
  • A Incredulidade dos Irmãos: Os irmãos mais velhos, Pedro e Susana, e especialmente Edmundo, não acreditam na história de Lúcia sobre Nárnia. Edmundo zomba dela.
  • Edmundo no Guarda-Roupa: Edmundo entra no guarda-roupa para provocar Lúcia, mas ele se perde e acaba em Nárnia.
  • Encontro com a Feiticeira Branca: Edmundo conhece a Feiticeira Branca, que se apresenta como a rainha de Nárnia, e ela o encanta com manjar turco e a promessa de poder e riqueza.
  • Edmundo e a Feiticeira: Edmundo revela aos seus irmãos que também entrou em Nárnia, mas o trata com descrédito.
  • A Confissão de Edmundo: Edmundo e Lúcia revelam que realmente estiveram no mundo mágico.
  • Conversa com o Professor: Os irmãos contam ao professor a verdade, e ele diz que eles devem acreditar na Lúcia.
  • Nova Jornada a Nárnia: Os quatro irmãos são obrigados a se esconder no guarda-roupa e acabam entrando novamente em Nárnia.
  • A Cabana de Tumnus: Os irmãos vão até a casa do fauno e descobrem que ele foi preso pela Feiticeira Branca.
  • A Mensagem da Feiticeira: Os irmãos encontram uma mensagem da Feiticeira Branca, acusando Tumnus de traição por abrigar uma humana.
  • Encontro com o Pisco-de-Peito-Ruivo: Lúcia reconhece um pisco-de-peito-ruivo que parece querer guiá-los.
  • O Castor: Eles são guiados por um castor falante para a casa dele e de sua esposa.
  • A Profecia de Aslan: Os Castores contam sobre Aslan, o grande leão, e a profecia que fala sobre o retorno dos filhos de Adão e filhas de Eva à Nárnia.
  • A Traição de Edmundo: Edmundo foge para contar à Feiticeira Branca sobre a localização dos seus irmãos e dos Castores.
  • O Perigo da Feiticeira: Os Castores explicam o perigo que a feiticeira representa, e como ela detém o poder.
  • Preparação para a Jornada: Os irmãos partem para encontrar Aslan e salvar Tumnus.
  • O Presente de Papai Noel: No caminho, os irmãos encontram Papai Noel, que lhes dá presentes para ajudá-los na luta contra a Feiticeira Branca.
  • Edmundo na Fortaleza da Feiticeira: Edmundo é maltratado pela feiticeira e seu anão, que lhe dão apenas pão e água.
  • Os Animais Petrificados: Edmundo é testemunha da crueldade da Feiticeira Branca, que transforma criaturas bondosas em pedra por receberem presentes de Papai Noel.
  • O Degelo em Nárnia: A primavera começa a chegar a Nárnia, derretendo a neve e o gelo do longo inverno imposto pela feiticeira.
  • Edmundo é Resgatado: Os leais a Aslan resgatam Edmundo, que havia ficado para trás e perdido suas esperanças.
  • O Encontro com Aslan: Os irmãos e os Castores chegam ao local combinado para encontrar o leão Aslan.
  • O Sacrifício de Aslan: A Feiticeira Branca reivindica o direito à vida de Edmundo e, para cumprir a lei da magia profunda, Aslan se oferece em seu lugar.
  • A Morte de Aslan: Aslan é amarrado e morto na mesa de pedra pela Feiticeira Branca, sob o olhar das meninas, Suzana e Lúcia.
  • A Ressurreição de Aslan: Aslan ressuscita, pois um sacrifício inocente é capaz de reverter a lei da magia profunda.
  • A Vitória de Aslan: Aslan lidera um exército para lutar contra a Feiticeira Branca e seus súditos, resgatando os animais transformados em pedra.
  • A Batalha e a Derrota da Feiticeira: Aslan e seu exército vencem a batalha contra a Feiticeira Branca, e ela é derrotada e morta.
  • Os Filhos de Adão e Eva no Trono: Os irmãos são coroados como reis e rainhas de Nárnia, governando com sabedoria e justiça.
  • A Partida de Aslan: Aslan desaparece de Nárnia, deixando os irmãos governando, mas prometendo retornar.
  • A Caçada do Veado Branco: Os irmãos (já adultos) caçam um veado branco e encontram um lampião na floresta.
  • A Volta ao Guarda-Roupa: Ao seguirem o lampião, os irmãos acabam encontrando o guarda-roupa que os leva de volta ao mundo real.
  • O Retorno à Mansão: Os irmãos retornam à mansão do professor e descobrem que pouco tempo passou no seu mundo.

O Segredo Mantido: Eles decidem manter o segredo da existência de Nárnia, conforme o conselho do professor.

Mente Reformada

Resenhas de livros, artigos sobre inteligência emocional e conteúdos que promovem aprendizado e autodescoberta, com foco na fé cristã.

Mente Reformada

Resenhas de livros, artigos sobre inteligência emocional e conteúdos que promovem aprendizado e autodescoberta, com foco na fé cristã.

Posts Relacionados