Este artigo apresenta uma análise detalhada dos principais temas, ideias e eventos de As Crônicas de Nárnia – O Sobrinho do Mago, de C.S. Lewis, que é o primeiro livro na ordem cronológica da série. O objetivo é identificar os elementos essenciais para o desenvolvimento da trama e para a compreensão do universo de Nárnia, abordando aspectos como a criação do mundo e a introdução do mal.
O Início das Conexões entre Mundos
A história começa com a explicação de como o nosso mundo e a terra de Nárnia se conectaram. O ponto de partida é o encontro de Polly e Digory, que na tradução da HarperCollins Brasil é chamado de Gregório, em Londres, destacando a importância da amizade e da curiosidade como catalisadores da aventura. Esse encontro marca o início de uma jornada que não só revela os mistérios de Nárnia, mas também introduz conceitos fundamentais sobre a criação do mundo e a luta contra o mal.
Polly e Digory se conhecem em Londres, durante as férias de verão, através de um muro que separa seus quintais. Digory é um garoto recém-chegado da área rural, lidando com a ausência do pai que está na Índia, a doença da mãe e a convivência com um tio excêntrico e uma tia austera. Polly é uma garota curiosa que vive em uma casa ao lado, e juntos começam a explorar as casas interligadas da vila. O tédio do verão chuvoso os leva a desvendar segredos e, eventualmente, a uma grande aventura.
A narrativa começa com a exploração do casarão e do sótão, levando à descoberta de um mundo entre mundos. A frase “é impressionante quantas explorações a gente pode fazer num casarão com toco de vela na mão” ilustra o espírito de aventura e curiosidade que permeia a história. Essa exploração resulta na introdução de personagens-chave, como o excêntrico tio André, que se dedica a estudos mágicos. Sua principal motivação parece ser a curiosidade mórbida e a busca por poder.
Tio André mantém um estúdio secreto no sótão de sua casa, onde realiza experimentos com objetos mágicos. É ele quem descobre os anéis mágicos que permitem a passagem entre mundos, manipulando Digory e Polly para seus propósitos egoístas. Sua ambição e falta de escrúpulos são os principais catalisadores dos eventos que levam à criação de Nárnia.
O tio André é apresentado com uma ética questionável, utilizando porquinhos-da-índia em experimentos e enviando Polly para outro mundo sem o seu consentimento. Sua postura em relação aos experimentos é revelada na frase: “Utilizei um porquinho da Índia e parece que deu certo, mas o que pode um pouquinho da Índia relatar?”, o que reforça sua falta de empatia e consideração pelos seres envolvidos.
Ele também demonstra uma crença na superioridade dos “grandes estudiosos” sobre as normas morais comuns, como é indicado quando diz: “Essas regras morais, embora excelentes para as crianças e para criar mulheres e para as pessoas em geral, não podem ser aplicadas aos grandes estudiosos, aos grandes sábios, aos grandes pensadores.”
A introdução dos anéis como objetos mágicos que permitem viagens entre mundos destaca a natureza misteriosa e perigosa desses artefatos. Sua visão equivocada sobre o poder desses objetos é central para os eventos que se desenrolam, refletindo a ideia de que a busca pelo conhecimento e poder, sem a devida compreensão ou respeito, pode levar a consequências imprevisíveis e perigosas.
Entre Mundos
O Bosque é apresentado como um espaço neutro e calmo, quase como um refúgio que serve de ponto de acesso a diferentes mundos. A descrição “era um lugar rico, rico como um panetone… era um lugar onde as coisas não acontecem” transmite a ideia de um local que, embora aparentemente pacífico e inofensivo, possui uma característica peculiar de estagnação, onde o tempo e os eventos parecem suspensos. Esse ambiente tranquilo, no entanto, também esconde um mistério maior, funcionando como uma porta para outros mundos.
Além de ser um lugar de quietude, o Bosque é descrito como um espaço de esquecimento e sono, com uma sensação de torpor que afeta os personagens. A frase “o mais estranho de tudo era que Digory tinha praticamente se esquecido de como viera parar ali” ilustra como o Bosque exerce uma influência amnésica e desconcertante sobre os visitantes, criando uma atmosfera de desorientação e perda de memória.
A descoberta de vários lagos dentro do Bosque sugere a existência de múltiplos mundos, sugerindo que o Bosque não é apenas um lugar de repouso, mas também um ponto de transição entre realidades. A reflexão de Digory, “se podemos voltar ao nosso mundo mergulhando aqui, não é lógico que a gente devia ir para outro lugar pulando em outro lado”, aponta para a ideia de que o Bosque é um ponto de conexão entre diferentes realidades, onde as leis do espaço e do tempo podem ser desafiadas. Isso destaca a natureza mágica e multifacetada do Bosque, sugerindo que ele é uma chave para a exploração de mundos além do nosso.
A viagem ao mundo de Charn revela um cenário de decadência e destruição, um mundo que já foi uma grande civilização, mas que foi reduzido a escombros por meio da magia. Charn, que um dia foi próspero e imponente, agora está em ruínas, um reflexo da violência e da ganância que marcaram a queda de sua civilização.
A Imperatriz Jadis é apresentada como uma figura poderosa e imponente, a última rainha de Charn. Ela utilizou a “palavra execrável”, uma expressão de magia extremamente poderosa, para destruir tudo em seu mundo. A frase “a última rainha, mas a rainha do mundo” reflete sua arrogância e a magnitude de seu poder, fazendo-a acreditar que, apesar da destruição ao seu redor, ela ainda é soberana.
Jadis demonstra uma visão de poder distorcida e uma total desconsideração pela vida humana. Ela não tem qualquer apreço pelos seus súditos, evidenciando uma visão egoísta e implacável. Ao longo da história, ela adota uma postura absolutista, como é exemplificado pela frase: “o que talvez seja errado para você ou para qualquer pessoa comum não é errado para uma rainha como eu.” Essa declaração deixa claro que, para ela, as normas morais não se aplicam, já que ela se considera acima de qualquer julgamento, agindo conforme seus próprios desejos e sua visão distorcida de poder.
O Mal e a Invasão do Novo Mundo
A presença de Jadis, que representa o mal, no novo mundo de Nárnia, revela o potencial de corrupção e violência, mesmo em um mundo recém-criado. A chegada de Jadis a Nárnia, carregada de sua aura destrutiva e de seu desejo de poder, simboliza a ameaça iminente de que o mal, mesmo em um ambiente aparentemente puro e inocente, pode rapidamente se enraizar e corromper. Sua presença em Nárnia antecipa os futuros conflitos que marcarão a luta entre o bem e o mal no decorrer da série.
A atração de Jadis pelo novo mundo é motivada pela ambição de conquistá-lo, um impulso que destaca sua natureza egoísta e implacável. Seu desejo de domínio sobre Nárnia não é apenas uma busca por poder, mas também uma tentativa de expandir sua influência sobre novos mundos, refletindo o conflito constante que caracteriza a série, onde forças opostas se confrontam. Essa ambição de conquista é um prenúncio das batalhas que surgirão ao longo da narrativa, com o mal sempre à espreita, tentando subjugar o que é bom.
Além disso, há um diálogo na narrativa entre Digory e o tio André que revela semelhanças no comportamento e nos conceitos dos dois personagens em relação ao poder, à ambição e à moralidade, o que sugere a presença de uma corrupção semelhante nos dois mundos. Ambos compartilham uma visão distorcida do uso da magia e do controle, refletindo a forma como a busca egoísta por poder pode levar à decadência moral. Esse paralelo entre Jadis, Digory e o tio André evidencia como a corrupção pode transcender mundos, afetando tanto os personagens de Nárnia quanto os do mundo real, destacando uma temática central da obra: a luta interna entre o bem e o mal e suas manifestações nas escolhas humanas.
A Criação de Nárnia e a Apresentação de Aslan
Aslan é apresentado como uma figura majestosa, poderosa e bondosa, simbolizando a origem e o surgimento da vida em Nárnia.
A criação de Nárnia pelo leão ocorre de maneira poética e grandiosa, através de um canto harmonioso que dá forma ao vazio: “O leão andava de um lado para o outro na terra nua cantando a nova canção… À medida que caminhava e cantava, o vale ia ficando verde de capim”. Essa descrição reforça a ideia de que sua vontade soberana é a fonte da vida e da ordem.
Além disso, Aslan estabelece a ordem do mundo ao conceder voz aos animais. Esses seres, que antes eram simples criaturas, passam a ter consciência, personalidade e o dom da fala: “Riam sem temor, criaturas; agora que perderam a nudez e ganharam o espírito, não são obrigados a manter sempre a gravidade”. Essa transformação marca o início de uma sociedade estruturada e consciente em Nárnia.
A nomeação do cocheiro Franco e de sua esposa, Helena, como rei e rainha de Nárnia, institui uma liderança baseada em justiça e sabedoria, elementos fundamentais para a harmonia do mundo recém-criado.
A Importância da Obediência e da Escolha
Digory é encarregado por Aslan de uma missão de extrema importância: buscar uma maçã no Jardim do Pomar do Oeste, localizado em um outro mundo, para proteger Nárnia de futuros perigos. Essa tarefa não apenas coloca Digory diante de um grande desafio físico, mas também de um profundo dilema moral, que revela a importância da obediência às instruções de Aslan: “Vá, colha um fruto da árvore que cresce no jardim cercado de muros”.
Durante sua jornada, Digory enfrenta uma poderosa tentação ao se deparar com o fruto. Ele considera usar a maçã para curar sua mãe, que está gravemente doente, mas também percebe as implicações de desobedecer às ordens de Aslan. A presença da Feiticeira Branca no jardim agrava a situação, pois ela o tenta a ceder ao egoísmo, sugerindo que ele pegue a maçã para seus próprios propósitos.
Esse momento revela a luta entre o bem e o mal no coração de Digory, destacando a importância das escolhas morais na formação do caráter. Apesar do forte apelo emocional, Digory escolhe confiar em Aslan e cumprir sua missão, mesmo sabendo que isso pode significar o adiamento da cura de sua mãe.
Ao retornar a Nárnia com a maçã, Digory testemunha o plantio da fruta, que dá origem a uma grande árvore, símbolo de proteção e prosperidade para o reino. A coragem, a fé e a obediência demonstradas por Digory são recompensadas, pois Aslan posteriormente permite que ele leve uma maçã diferente para sua mãe, cuja saúde é milagrosamente restaurada. Esse ato final enfatiza a bondade e a sabedoria de Aslan, que cuida tanto do bem de Nárnia quanto das necessidades pessoais de Digory.
Fatos Importantes
- Os Anéis Mágicos: No início da aventura, Digory e Polly descobrem a existência de dois tipos de anéis mágicos, criados pelo tio André. Os anéis amarelos têm o poder de transportar quem os utiliza para o Bosque Entre Mundos, um espaço tranquilo e misterioso que conecta diversos mundos. Já os anéis verdes são usados para retornar de um mundo específico para o Bosque ou para o mundo de origem. Esses objetos são essenciais para a trama e marcam o início das viagens entre os mundos de Digory e Polly.
- A Palavra Execrável: Em Charn, o mundo desolado que Digory e Polly visitam, eles encontram Jadis, a feiticeira que mais tarde se tornaria a Feiticeira Branca. Ela revela ter usado a “Palavra Execrável”, um encantamento que destruiu toda a vida em seu mundo, exceto a dela mesma. Este ato demonstra a natureza cruel e egoísta de Jadis, que preferiu a destruição total a ceder ao inimigo.
- O Miolo da Maçã: Após cumprir sua missão, Digory leva uma maçã especial de Nárnia para curar sua mãe. Depois de usá-la, ele planta o miolo no quintal de sua casa, de onde cresce uma magnífica árvore. Essa árvore tem um destino único: anos depois, sua madeira é utilizada para construir um guarda-roupa, que acaba se tornando um portal para Nárnia. Este detalhe conecta diretamente o início de Nárnia com os eventos de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.
- A Primeira Piada: Durante a criação de Nárnia, Aslan dá aos animais selecionados o dom da fala e da inteligência. Nesse momento, a gralha faz a primeira piada registrada em Nárnia, um marco de alegria e liberdade no mundo recém-criado. Essa cena reflete a leveza e a harmonia do início do reino.
- O Nome de Aslan: O nome de Aslan é mencionado pela primeira vez e causa uma forte reação em Digory, que sente uma mistura de medo e reverência. Essa reação destaca a majestade e a autoridade de Aslan, que personifica o poder, a bondade e a justiça no universo de Nárnia.
Os excertos de O Sobrinho do Mago estabelecem as bases do universo de Nárnia, introduzindo personagens, lugares e conceitos que desempenharão papéis fundamentais no desenvolvimento das demais Crônicas. A história narra a criação do mundo de Nárnia pelas mãos (ou, mais precisamente, pela voz) de Aslan, revelando um mundo repleto de beleza, harmonia e propósito.
Além disso, aborda temas centrais como a entrada do mal em Nárnia, simbolizada pela chegada de Jadis, e a luta constante entre o bem e o mal, não apenas no universo externo, mas também nos corações dos personagens. A narrativa ressalta a importância das escolhas morais, demonstrando que ações individuais, como as de Digory e Polly, têm repercussões profundas para o bem comum.
O texto também destaca a obediência às ordens de Aslan, a fé em sua sabedoria e a responsabilidade de cada personagem em agir de forma correta, mesmo em meio à tentação. Esses elementos não apenas moldam o caráter dos protagonistas, mas também estabelecem o tom ético e espiritual das aventuras futuras.
A introdução da magia, representada pelos anéis que permitem o trânsito pelo Bosque entre Mundos, e a figura majestosa de Aslan, criador e sustentador de Nárnia, adicionam profundidade ao universo simbólico. Esses elementos, ricos em significados, fornecem o pano de fundo para as grandes histórias que se desenrolam ao longo da série, conectando Nárnia a temas universais de fé, redenção e esperança.
Elenco de Personagens
- Digory (Gregório): Um menino que mora em Londres com seus tios, infeliz pela sua mudança da zona rural para a cidade, onde ele sente falta de seu pônei, rio e da casa antiga. É curioso e corajoso, se sentindo responsável por Polly e por sua mãe doente. É ele quem, com Aslan, traz uma cura para a sua mãe.
- Polly Plummer: Uma garota curiosa e aventureira que mora ao lado de Digory em Londres. É inteligente, mas um pouco teimosa, e é a primeira a explorar o túnel entre as casas, sendo a primeira a ser levada por engano pelo tio André para outro mundo.
- Tio André: Um mago excêntrico e egoísta que cria anéis mágicos. Ele não parece se importar com as consequências de seus experimentos e deseja poder, sempre priorizando o seu bem-estar em detrimento do dos outros. É ganancioso e está sempre a procura de uma forma de ganhar dinheiro. É o principal antagonista da história, pelo menos durante grande parte da história.
- Dona Lenir: A madrinha do tio André, uma mulher com ligações com a magia e que lhe deu a caixa com o pó que o levou a criar os anéis mágicos.
- Rainha Jadis: Uma poderosa e bela rainha de um mundo destruído (Charn). É egocêntrica e ambiciosa, com sede de poder, e capaz de atos terríveis. É uma feiticeira poderosa, mas seu poder é limitado em Nárnia. Torna-se a principal vilã.
- Aslan: Um leão majestoso, sábio e poderoso que cria o mundo de Nárnia através da música. É uma figura benevolente, criador e juiz daquele mundo, e sempre presente para ajudar quem precisa.
- Rei Franco: Um cocheiro londrino honesto, escolhido por Aslan para ser o primeiro rei de Nárnia. Um homem honesto, trabalhador e bondoso, ele é o primeiro rei de Nárnia.
- Rainha Helena: A esposa do cocheiro, uma mulher prática, bondosa e honesta. É uma camponesa que vive em Londres.
- Pluma (antigo Morango): O cavalo de aluguel que acompanha Digory em sua aventura e que é transformado em um cavalo alado por Aslan.
- Tia Leta: Irmã do tio André, uma mulher severa e inflexível que cuida de Digory e do próprio André. Não acredita em fantasia.
- Mabel: A mãe de Digory, que está doente no início da história e é curada com a maçã mágica.
- Pai de Digory: Mencionado como estando na Índia, o que o afasta do filho durante grande parte da história. Volta rico ao final, após a morte de seu tio.
Linha do Tempo
- Início do Verão: Polly e Digory se conhecem em Londres. Digory é um garoto recém-chegado do interior, infeliz com a mudança e vivendo com seus tios. Polly é uma garota curiosa que mora na casa vizinha.
- Exploração da Casa: Polly e Digory começam a explorar a casa, especialmente o sótão e um túnel que conecta as casas, devido ao clima úmido.
- Descoberta do Estúdio: Ao explorarem, eles acabam entrando no estúdio proibido do tio André.
- Encontro com o Tio André: Eles são confrontados pelo tio André, um homem excêntrico e misterioso, que os tranca no estúdio.
- O Segredo dos Anéis: Tio André revela que ele criou anéis mágicos que podem transportar pessoas para outros mundos. Ele explica que enviou um porquinho-da-índia para outro mundo.
- Envio de Polly: Tio André engana Polly para colocar um anel amarelo, e ela desaparece instantaneamente, sendo enviada para um lugar desconhecido.
- Revelação da História de Dona Lenir: Tio André conta a Digory a história de sua madrinha, Dona Lenir, uma mulher excêntrica ligada à magia e a uma caixa misteriosa que continha pó de outro mundo.
- A Jornada de Digory: Digory percebe que para salvar Polly ele deve ir buscá-la usando os anéis. Ele pega dois anéis verdes e um amarelo e viaja para outro mundo.
- O Bosque Entre Dois Mundos: Digory chega a um bosque tranquilo com vários lagos, o qual ele percebe ser uma espécie de lugar de passagem para outros mundos. Ele encontra Polly ali.
- O Retorno e a Decisão: Após uma conversa, Polly e Digory decidem deixar o porquinho no bosque, já que seu tio o usaria como cobaia. Eles também decidem que precisam usar anéis verdes para retornar ao seu mundo.
- A Exploração de Outros Mundos: Digory sugere que os lagos podem levar a outros mundos, e eles resolvem explorar. O primeiro lago que experimentam os leva de volta ao Bosque.
- A Invasão de Charn: Digory e Polly são levados a um salão cheio de estátuas em outra dimensão (Charn), onde encontram a rainha Jadis, que se autoproclama como a última rainha e causadora da destruição do lugar com a palavra execrável.
- Jadis em Londres: Jadis é trazida acidentalmente para Londres por Digory e Polly, causando caos.
- Retorno a Nárnia: Tentando deter a Rainha, Digory, Polly, tio André, um cocheiro e o cavalo de aluguel Morango, são transportados para o mundo de Nárnia no momento de sua criação.
- A Criação de Nárnia: Testemunham a criação de Nárnia por Aslan, um leão majestoso que canta as novas criaturas e cria o mundo através da música.
- Encontro com Aslan: Digory e Polly conhecem Aslan, o Leão que criou Nárnia, ao lado do novo Rei e Rainha.
- A Busca pela Maçã: Aslan envia Digory em uma missão para o Oeste para pegar uma maçã mágica que protegerá Nárnia da maldade. O cavalo Morango é transformado em um cavalo alado e é renomeado Pluma.
- A Tentação da Maçã: Digory encontra o jardim, coleta a maçã e é tentado por Jadis (a Feiticeira) a usá-la para si mesmo e para sua mãe, mas resiste à tentação.
- O Retorno: Digory, Poly e Pluma retornam para Nárnia com a maçã.
- A Semente e a Cura: Aslan recebe a maçã e dá uma fruta da árvore original para que Digory cure sua mãe.
- O Enterro dos Anéis: Digory, Polly e os tios retornam para Londres e enterram os anéis mágicos para que ninguém possa usá-los.
- Cura da Mãe: A mãe de Digory se recupera e o pai do menino retorna da Índia, tornando-se um homem rico.
Início de um Novo Capítulo: Digory, Polly e suas famílias se mudam para o interior, marcando o início de muitas aventuras que ainda viriam.