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Hábitos Espirituais | Prazer Em Jesus Pela Graça Diária

O livro “Hábitos espirituais: prazer em Jesus pela graça diária”, de David Mathis, argumenta que as disciplinas espirituais, como oração e estudo bíblico, não são deveres, mas meios graciosos de desfrutar de Cristo. A obra apresenta essas práticas como essenciais para a santificação, enfatizando a importância da comunidade e explicando que a graça divina as torna possíveis. O autor estrutura o livro em torno de três princípios: ouvir a voz de Deus, ser ouvido por Ele, e pertencer ao Seu corpo (comunhão), oferecendo sugestões práticas para integrar esses hábitos à vida diária. 

O livro é indicado tanto para novos convertidos quanto para cristãos experientes, pois aborda a tensão entre graça e esforço, a centralidade do prazer em Jesus, a importância da comunidade, a prática da meditação, memorização bíblica, oração, jejum e outras disciplinas espirituais.

Meios de Graça como Dons

Os “meios de graça” são as práticas espirituais que Deus estabeleceu como canais pelos quais Ele distribui sua graça e nos aproxima de Jesus. Eles incluem a leitura e meditação na Bíblia, oração, comunhão com outros crentes, participação nos sacramentos como o batismo e a Ceia do Senhor, e até mesmo a repreensão. 

A diferença fundamental entre os meios de graça e simples deveres reside na motivação e no propósito. Quando praticados como deveres, os meios de graça se tornam obrigações legalistas. No entanto, quando percebidos como dons de Deus, eles se tornam caminhos para encontrar alegria e deleite em Jesus, impulsionados pela graça e não pela obrigação. Eles não são formas de ganhar o favor de Deus, mas de se conectar com o fluxo da Sua graça.

Os hábitos espirituais não são um meio de se obter graça, mas sim de se abrir para ela. A graça é a ação livre e soberana de Deus, e Ele nos concede essa graça por meio de meios que Ele mesmo estabeleceu. Nossos hábitos espirituais, como a leitura da Bíblia e a oração, são como canais que conectamos para que a graça de Deus flua em nossas vidas. A graça não nos torna passivos, mas nos capacita para a disciplina e o esforço necessários para desenvolver esses hábitos. É através da graça que somos fortalecidos em nossos sucessos e perseveramos em nosso crescimento espiritual.

Prazer em Jesus como Objetivo

O objetivo central das disciplinas espirituais não é a obediência legalista, mas sim encontrar alegria e deleite em Jesus Cristo.

O autor escreveu um livro para ajudá-lo a deleitar-se em Jesus. Como disse John Piper na apresentação do livro, “sua maneira de pensar sobre prazer em Jesus é explosiva… Deleitar-se em Jesus não é algo como a cobertura do bolo; é como a pólvora em uma cápsula de projétil.”

Graça como Base e Capacitação

A graça de Deus é o fundamento de todas as disciplinas espirituais. Não realizamos essas práticas para ganhar o favor de Deus, mas para nos colocarmos em um caminho onde podemos receber Sua graça e poder. “A graça se move desde antes da criação, vagando livre e desimpedida” (p.19, versão e-Book). “A graça santifica. Ela é indômita demais para permitir que continuemos amando a injustiça.” (p.21, versão e-Book). 

A graça não apenas perdoa nossas falhas; ela fortalece os nossos sucessos — como por exemplo, o de efetivamente deleitar-se em Jesus mais do que na vida.

O caráter cristão é desenvolvido através da formação de hábitos espirituais. Essas práticas regulares nos moldam para sermos mais semelhantes a Cristo. “No entanto, o caráter é em grande parte uma coleção de hábitos” (p.3, versão e-Book). 

A Tríade da Piedade

As disciplinas espirituais podem ser categorizadas em três tipos de piedade:

  • Piedade direta: Envolve a leitura, meditação e memorização da Bíblia e oração pessoal.
  • Piedade comunitária: Inclui a comunhão com outros crentes, adoração congregacional, participação na Ceia do Senhor e o recebimento de repreensão.
  • Piedade indireta: Envolve o envolvimento com as “coisas da terra”, valorizando a criação de Deus como um meio de graça.

Uma maneira de avançar, pelo menos para este livro, é considerar a “piedade comunitária” uma categoria própria, ao lado da piedade direta da meditação e oração pessoal da Bíblia e da piedade indireta de se envolver com as coisas da terra.

A comunidade cristã é essencial no desenvolvimento dos hábitos espirituais. A comunhão com outros crentes não é apenas para companhia ou para evitar a solidão, mas é um meio indispensável da graça de Deus. Somos chamados a encorajar, exortar e até mesmo corrigir uns aos outros, usando a verdade e o amor. A igreja é um lugar onde a graça flui através das relações, onde podemos aprender uns com os outros, ser responsabilizados e juntos buscar a Deus. Além disso, a adoração comunitária é um meio poderoso de graça, nos lembrando da grandeza de Deus e nos unindo como um corpo.

A Meditação como Ponto Alto da Devoção

A meditação bíblica é essencial para absorver e aplicar as verdades das Escrituras em nossas vidas, indo além da mera leitura. A meditação cristã se diferencia de outras formas de meditação por não envolver o esvaziamento da mente, mas o seu preenchimento com substância bíblica e teológica. É um processo de reflexão profunda sobre as verdades da Escritura para compreensão, aplicação e oração. Ao mastigar e saborear a Palavra de Deus, começamos a sentir sua magnitude em nossos corações, o que transforma nossas vidas. A meditação é fundamental para se alimentar espiritualmente e é considerada o ponto alto das devoções diárias. É o momento em que nos conectamos mais intimamente com a voz de Deus e moldamos nossas almas através da Sua verdade.

“O nome bíblico para essa arte é meditação… Esse é um meio maravilhoso da graça de Deus na vida cristã; talvez a mais incompreendida e subestimada das disciplinas na igreja hoje” (p.52, versão e-Book).

Memorização Bíblica para a Transformação

Memorizar as Escrituras não é apenas para um uso futuro, mas para moldar nossa mente e nosso coração no presente, alinhando-os com a mente de Deus. A memorização das Escrituras não é apenas um meio de estocar conhecimento para uso futuro, mas também uma forma de moldar nossas mentes no presente. Ao memorizar a Bíblia, imitamos a estrutura e a mentalidade da mente de Deus. Ela nos renova no espírito do nosso entendimento e nos transforma para que possamos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. A memorização não apenas nos prepara para aconselhar, testemunhar ou lutar contra o pecado, mas também nos torna pessoas que vivem no Espírito agora, e que agem de acordo com a mente de Cristo no dia a dia.

“Quando memorizamos versos da Bíblia, estamos moldando nossas mentes no momento para imitar a estrutura e a mentalidade da mente de Deus … A Escritura memorizada molda nossa mente, o mais humana e especificamente possível, para imitar as dobras e vincos da mente de Deus.” (p.64, versão e-Book).

A Oração como Comunhão com Deus

A oração é um diálogo com Deus, onde podemos expressar nossos desejos, receber Sua graça e ter nossos anseios moldados de acordo com a Sua vontade. A oração tem vários aspectos importantes, incluindo adoração, confissão, agradecimento e súplica. “Como o primeiro choro de um bebê, a oração é o início dessa vida de resposta à graça concedida, e nunca superamos isso” (p.3, versão e-Book). “A oração a Deus não é apenas o lugar para expor nosso coração, mas também desenvolver nossos desejos” (p.94, versão e-Book).

Jejum como Expressão de Desejo por Deus

O jejum é uma renúncia voluntária, geralmente de comida, com o propósito de buscar a Deus e expressar nosso anseio por Ele. O jejum é uma disciplina espiritual que expressa nosso desejo por Deus e nosso descontentamento com o mundo caído. Ele não é um fim em si mesmo, mas um meio de nos aproximarmos de Deus e buscarmos mais de sua graça. Ao renunciarmos voluntariamente ao conforto físico da comida, reconhecemos o quanto permitimos que outras coisas nos controlem e somos lembrados de que nosso verdadeiro anseio deve ser por Cristo. O jejum não é para os auto suficientes, mas para aqueles que se reconhecem desesperados por Deus e buscam uma maior intimidade com Ele.

“O jejum é uma medida excepcional, projetada para canalizar e expressar nosso desejo por Deus e nosso santo descontentamento em um mundo caído” (p.107, versão e-Book). “Somente quando abraçamos voluntariamente a dor de um estômago vazio é que vemos o quanto permitimos que nossa barriga seja nosso deus” (p.110, versão e-Book).

Diário como Ferramenta de Crescimento

O diário não é apenas um registro do passado, mas uma ferramenta para se preparar para o futuro e enriquecer o presente. Escrever nossos pensamentos sobre Deus, as Escrituras e nossas vidas grava essas impressões mais profundamente em nossas almas, levando-nos a crescer e mudar. 

Manter um diário ajuda a identificar áreas que precisam de transformação, a estabelecer metas, a monitorar o progresso e a desenvolver nossas habilidades de comunicação. Além disso, ele serve como um lugar para pregar o Evangelho para nós mesmos e para buscar as palavras de Deus que atendam às nossas necessidades específicas, cultivando alegria no presente.

Mas um bom diário não se trata apenas de ontem; é também crescer rumo ao futuro. “O registro no diário é uma oportunidade de crescer no amanhã” (p.119, versão e-Book).

Silêncio e Solitude para Ouvir a Deus

Silêncio e solitude não são meios de graça diretos, mas sim contextos que preparam o caminho para encontrarmos Deus de maneira mais eficaz em Sua Palavra e oração. Ao nos retirarmos do barulho e da companhia das pessoas, podemos melhorar nossa capacidade de ouvir a Deus e respondê-Lo. Assim como o jejum, eles são uma renúncia temporária de bens para um maior foco espiritual. Não são estados ideais permanentes, mas sim ritmos que nos equilibram para um retorno proveitoso à comunidade e ao mundo. No entanto, silêncio e solitude devem conduzir a um maior envolvimento com a palavra de Deus e a oração.

“Silêncio e solitude são tipos de jejum, escapes da normalidade que não devem dominar a vida” (p.128, versão e-Book).

Comunhão como Meio Indispensável

A verdadeira comunhão entre cristãos é essencial para o crescimento espiritual, proporcionando apoio mútuo e repreensão amorosa. Os meios de graça contínua não são apenas a palavra de Deus e a oração, mas também a verdadeira comunhão entre os que têm em comum aquele que é a Graça encarnada. “Deus nos deu uns aos outros na igreja, não apenas para companhia e cobeligerância, não apenas para afastar a solidão e a letargia, mas para sermos uns para os outros um meio indispensável de seu favor divino” (p.136, versão e-Book).

A adoração, inclusive comunitária, é uma maneira de nos entregarmos a Deus e expressarmos nosso amor por Ele. “Dessa forma, a adoração comunitária… é um meio poderoso — talvez o mais poderoso — da graça de Deus para a vida cristã” (p.146, versão e-Book).

As Ordenanças

As ordenanças (ou sacramentos) do batismo e da Ceia do Senhor são meios especiais de graça designados por Jesus para fortalecer a fé e a comunhão da igreja. “Junto com o batismo, a Ceia é um dos dois sacramentos especialmente instituídos por Jesus para significar, selar e fortalecer o povo de sua nova aliança” (p.165, versão e-Book).

Conclusão

Os excertos dos livros de David Mathis, conforme analisado neste briefing, apresentam uma visão abrangente das disciplinas espirituais como meios de graça, destacando a importância de uma vida centrada em Cristo, impulsionada pela graça de Deus e cultivada através de hábitos diários. O objetivo final dessas práticas não é o legalismo ou a obrigação, mas sim o deleite em Jesus e a busca por uma intimidade mais profunda com Ele, vivenciada tanto individualmente quanto em comunidade. As práticas sugeridas visam a uma transformação holística, abrangendo a mente, o coração e a vida do crente.

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